26.1.06
amargo sono num sonho de mago catando amoras esmolas de barro
afago tesouros num fogo de ouro costuro casaco de cristas de galo
cristais no gargalo dodecassilábicos duas vezes na gola cortada de senso
carteira de escola barrada no berço tiziu fosso avesso de terço na mão
cuidado fatídico boreal burro tísico híbrido tonel de gosto atonal
boçal rosto intrépido calígula fosco buscando orquídeas num poço
de céticos espirros colossais pendurados no laço nariz entupido
abraço perdido espremido no baço lambido de sulco espreme
esperma lesmaticamente abrindo as pernas chamando com o dedo
esfrego espalho espanto esqueço espumo espero ist-ist-urra
degredo solícito apago no vento colunas de meia por baixo da pia
se quer alegria sequer solta as ventas de lamento ilógico
corrida dos deuses embaixo da terra catando cavaco no seio da fera
na terra no cio no brilho da esfera rosnando firulas na fila das ruas
tropeço de doido num bêbado lago espelho da lua num canto discreto
enfeito as farinhas jogadas na goela estreita caminha de pé sobre as telas
ruelas nanicas pequenas bananas deitadas na trilha das bicas de água
total mágoa d’água na trégua dos tolos fon-fons do automóvel.
quando o sol anuncia precipita uma pilha de adventos fortuitos
que se perdem com o rasgo que enroscam nas teias de asco e intuito.
afago tesouros num fogo de ouro costuro casaco de cristas de galo
cristais no gargalo dodecassilábicos duas vezes na gola cortada de senso
carteira de escola barrada no berço tiziu fosso avesso de terço na mão
cuidado fatídico boreal burro tísico híbrido tonel de gosto atonal
boçal rosto intrépido calígula fosco buscando orquídeas num poço
de céticos espirros colossais pendurados no laço nariz entupido
abraço perdido espremido no baço lambido de sulco espreme
esperma lesmaticamente abrindo as pernas chamando com o dedo
esfrego espalho espanto esqueço espumo espero ist-ist-urra
degredo solícito apago no vento colunas de meia por baixo da pia
se quer alegria sequer solta as ventas de lamento ilógico
corrida dos deuses embaixo da terra catando cavaco no seio da fera
na terra no cio no brilho da esfera rosnando firulas na fila das ruas
tropeço de doido num bêbado lago espelho da lua num canto discreto
enfeito as farinhas jogadas na goela estreita caminha de pé sobre as telas
ruelas nanicas pequenas bananas deitadas na trilha das bicas de água
total mágoa d’água na trégua dos tolos fon-fons do automóvel.
quando o sol anuncia precipita uma pilha de adventos fortuitos
que se perdem com o rasgo que enroscam nas teias de asco e intuito.